Breve história da caligrafia

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A história da caligrafia remonta à história do surgimento da comunicação não verbal, quando a humanidade começou a adotar o uso de pictogramas (picto= desenho; grama= gravar, gravação) para se comunicar.

 

Acima, a primeira figura é um pictograma e ao lado um antigo texto escrito em ideogramas chineses antigos.

Vindo para uma era mais moderna, na Idade Média caligrafia (do grego kallos + graphos = beleza + escrita) designava a escrita manual de símbolos vocálicos. Nela predomina qualidades como elegância, uniformidade e beleza. E aqueles que dominavam as técnicas artísticas de escrita manual eram chamados calígrafos, profissão que veio a se diferenciar dos escribas, pessoas responsáveis por escrever e anotar.

Os mais antigos manuais destinados ao ensino da escrita manual são os de Ludovico Degli Arrighi conhecido como Vicentino (século XVI), que utilizava uma caligrafia semiformal predominante no mundo até o final do século XVI.

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Nos séculos XVII e XVIII, o crescimento do intercâmbio comercial entre os países europeus, sobretudo França, Holanda e Inglaterra, determinou o aparecimento de uma caligrafia mais prática baseada antes nas formas romana e gótica.

No entanto, foi na China que a caligrafia mais se desenvolveu, chegando mesmo a ser encarada como arte. A beleza caligráfica é alcançada através de quatro qualidades essenciais: espírito, força, ritmo, qualidade estética (bom gosto).

No século XVI a caligrafia estava praticamente restrita a diplomas, títulos e correspondência diplomática, aplicações que até hoje permanecem.

A caligrafia moderna varia de inscrições funcionais até criações utilitárias para magníficas obras de arte, onde a expressão abstrata pode tornar-se mais importante do que a legibilidade das letras. A caligrafia clássica difere da tipografia e da escrita manual não clássica, apesar de um calígrafo ser capaz de criar todos estes; os caracteres são historicamente disciplinados e ainda fluíam espontaneamente, no momento da escrita.

A caligrafia ainda costuma ser utilizada principalmente em convites de casamento e eventos importantes, no design de fontes, de logótipos, na arte sacra, no design gráfico, nos anúncios, em inscrições em pedra e em documentos memoriais. A caligrafia é também utilizada em propriedade teatral, em imagens em movimento para cinema e televisão, em certidões de nascimento e de óbito, em mapas e em outros trabalhos envolvendo a escrita. Alguns dos melhores trabalhos da caligrafia moderna são os utilizados em cartas régias e em cartas-patentes emitidas por monarcas e oficiais de estado em vários países.

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